Eficiência de herbicidas pré-emergentes para controle de plantas daninhas na cana-soca: Saiba mais

Capim-colchão, corda-de-viola, capim-colonião… Você sabe o que todas essas plantas daninhas da cana-de-açúcar têm em comum? Juntas elas podem ser responsáveis pela perda superior a 80% da produção de um canavial dependendo do nível de infestação. E isso precisa ser motivo de muita preocupação!

Na cana-soca, por exemplo, essas daninhas causam efeitos diretos, como competição e alelopatia, com consequente perda de rendimento. Também causam efeitos indiretos, aumentando o custo de produção, dificultando a colheita, depreciando o produto no quesito qualidade e funcionando como hospedeiras de pragas e doenças.

Para evitar essas ocorrências, o correto controle de plantas daninhas na cana-soca precisa  precisa ser feito com muita eficiência, cuidado e estratégia.

Plantas daninhas na cana-soca: duas consequências mais importantes

No Brasil, o setor sucroenergético apresenta uma boa perspectiva econômica para os próximos anos. Mas, para tanto, é preciso garantir que a cultura da cana expresse todo seu potencial na produção de açúcar, etanol e outros subprodutos.

Porém, de acordo com a informações da Embrapa, as plantas daninhas podem reduzir em até 85% o peso dos colmos das plantas, principalmente em fase de germinação de cana-planta ou cana-soca.

Marcelo Nicolai, diretor-executivo da Agrocon Assessoria Agronômica Ltda, ressalta que são duas as consequências mais importantes da infestação de plantas daninhas na cana-soca.

A primeira e mais óbvia consequência é a matocompetição. “As plantas daninhas, ao concorrerem com a cana-de-açúcar, reduzem a quantidade e a qualidade do material colhido”, diz.

A segunda consequência, segundo Nicolai está no rendimento de colheita. “Durante a colheita, o rendimento será bastante afetado pela presença de plantas daninhas, especialmente aquelas capazes de se enrolar nos colmos de cana (trepadeiras) e que literalmente travam a colheita”.

Dessa forma, para reduzir os efeitos destes problemas, o produtor depende de um bom manejo de plantas daninhas, tendo na possibilidade de tratamento preventivo para o próximo ciclo com um herbicida pré-emergente uma das melhores estratégias, como veremos a seguir.

Manejo de plantas daninhas em cana-soca

Já faz certo tempo que o processo de colheita precedido da queima do canavial foi substituído pela colheita da cana-crua alterando diversas estratégias de manejo.

Alterações também foram exigidas com o manejo de plantas daninhas após a colheita da cana-crua. Este manejo exigiu a obtenção de mais informações científicas a respeito dessa nova forma de colher a cana-de-açúcar.

Diante disso, um bom manejo de plantas daninhas em cana-soca é ação essencial para manter boa produtividade. Segundo Marcelo Nicolai esse manejo depende intensamente do acompanhamento de algumas variáveis importantes, que são:

  • Bom estande;
  • A cana-de-açúcar ter sido colhida sem pisoteio excessivo;
  • O manejo seja efetivamente capaz de “fechar”, ou seja, ocupar toda superfície de solo do talhão com suas folhas e colmos.

Segundo Nicolai, as variedades mais novas são muito eficientes no perfilhamento e literalmente enchem o sulco, de forma que estão adaptadas a auxiliar no manejo cultural das áreas.

Contudo, ele explica que é no manejo químico, utilizado de forma bem regulada com o ambiente de produção (textura de solo e matéria orgânica) e com a época de corte, que se configura a principal forma de controle de plantas daninhas.

Tal necessidade é fundamental pois, mesmo que a falta de chuvas retarde as emergências dessas plantas daninhas, não significa que ao menos as sementes delas já não estejam no solo esperando o mínimo de umidade para germinar. E principalmente para quem possui áreas extensas de cultivo, esperar o período de chuvas para identificar as daninhas pode dificultar o manejo delas.

“Em diferentes segmentos o manejo de plantas daninhas ocorre no período de maior umidade, onde temos um intenso fluxo de germinação e desenvolvimento delas. Na cultura da cana o manejo com herbicidas no período seco é de extrema importância, permitindo assim uma melhor gestão operacional e logística ao produtor”, diz Elton Visioli, gerente de produtos herbicidas Ihara.

“Essas vegetações possuem fluxos de emergência diversos, por isso é preciso fazer suas aplicações de forma escalonada ao longo do ciclo da cana”, complementa.

Controle químico em pré-emergência das plantas daninhas: conheça excelentes opções

Iniciar o controle ainda durante a soca seca, com um produto de longo residual ajuda o produtor a ter um melhor manejo de sua lavoura, principalmente quando ele utiliza a nova linha de soluções que a Ihara acabou de lançar: os Herbicidas do Futuro.

Com estas tecnologias o setor sucroenergético terá à sua disposição soluções para o controle das daninhas e o manejo de resistência. Entre eles estão:

  • FALCON: Que oferece amplo espectro de controle de daninhas de folhas largas e estreitas, assegurando seletividade e segurança no período úmido;
  • RITMO: Que possui uma inovadora formulação, de rápida absorção e fácil manuseio em folhas estreitas e largas, em cana-soca seca.

Mas, além de utilizar estes herbicidas, é preciso ir além. Assim, para que a aplicação do herbicida pré-emergente seja de fato eficiente, é necessário que o produtor reconheça as principais plantas daninhas infestantes em sua região e o tipo de solo

Também é importante que ele tenha o máximo conhecimento quanto as características físicas e químicas do herbicida como também sua dose, fatores fundamentais para aumentar a margem de sucesso da sua aplicação.

Com o objetivo de contribuir com o sucesso do setor canavieiro e a busca pelo máximo potencial produtivo das lavouras, a Ihara também possui em seu portfólio o RIPER. Esse é um maturador que pode ser aplicado até mesmo no fim da safra para preservar o que a cana já produziu, e potencializar a sua rentabilidade.

Portanto, mantenha sua rentabilidade sempre elevada, por meio de excelentes herbicidas pré-emergentes fabricados pela Ihara.

FONTE: CANAL RURAL

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