Futuro sustentável é tema do Encontro Econômico Brasil Alemanha

15/10/21 15h28

38º EEBA ocorre dias 18 e 19 de outubro, de forma online, com painéis sobre cooperação bilateral, cadeias globais de valor, entre outros temas

CNI

A parceria Brasil-Alemanha para um futuro sustentável é o tema central do 38º Encontro Econômico Brasil Alemanha (EEBA), que acontece nos dias 18 e 19 de outubro. Maior evento empresarial entre os dois países, o EEBA é organizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e pela Federação das Indústrias Alemãs (Bundesverband der Deutschen Industrie – BDI), em parceria com a Câmara de Comércio e Indústria Brasil Alemanha (AHK). 

Conheça a programação

O encontro se tornou referência de diálogo empresarial no país. “A Alemanha é um mercado estratégico nas relações comerciais e de investimentos para o Brasil. O EEBA é um instrumento de incentivo à união dos segmentos empresariais e dos governos para debater formas de revigorar a parceria entre o Brasil e a Alemanha, promover o crescimento de comércio, os investimentos e a cooperação tecnológica”, afirma o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade. 

Estão confirmados na abertura do evento, segunda-feira (18/10) às 10h, representantes do Ministério das Relações Exteriores do Brasil e do Ministério da Economia e Energia da Alemanha, o presidente da BDI, Siegfried Russwurm, e o presidente da CNI. 

Neste ano, o formato será online pela primeira vez. Na segunda, das 10h10 às 12h35, serão realizados painéis abertos sobre cooperação bilateral, cadeias globais de valor, digitalização, hidrogênio verde e desafios de saúde em um cenário pós-Covid-19. Líderes de grandes empresas dos setores automotivo, aéreo, farmacêutico e de tecnologias, dentre outros, participarão dos debates. 

Na terça-feira (19), a Comissão Mista Brasil-Alemanha de Cooperação Econômica realiza reunião fechada. Nos dois dias será feita a Rodada de Negócios entre empresas brasileiras e alemãs, organizada pela Rede CIN (Centros Internacionais de Negócios), pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), com apoio da Agência Alemã de Cooperação Internacional (GIZ). 

Parceria estratégica para o Brasil

A Alemanha é o quarto principal parceiro comercial brasileiro, com participação de 3,4% na corrente de comércio em 2020. No último ano, 54% do total exportado foi composto por produtos da indústria de transformação. Em relação aos investimentos, em 2019, as empresas brasileiras tinham US$ 408 milhões investidos na Alemanha, com destaque para os setores de equipamentos médicos, plásticos e componentes eletrônicos, de acordo com dados do Ministério da Economia e da FDi Markets. 

Medidas para aperfeiçoar o ambiente de negócios entre Brasil e Alemanha

A CNI identificou 14 medidas com potencial para melhorar o ambiente de negócios e incrementar o comércio e os investimentos entre os dois países, a partir dos debates no grupo de trabalho Brasil-Alemanha. Conheça os pontos da agenda: 

  1. Assinatura e internalização do Acordo de Associação Birregional entre Mercosul e União Europeia;
  2. Negociações para um Acordo para Evitar a Dupla Tributação (ADT);
  3. Ampliação das liberdades do Acordo de Serviços Aéreo;
  4. Aquisição ou arrendamento de terras por estrangeiros;
  5. Adoção de plano de ação para a cooperação governamental na Indústria 4.0;
  6. Cooperação para o desenvolvimento da Estratégia Brasileira de Hidrogênio e para a realização de projetos-piloto no Brasil;
  7. Apoio ao pedido de acesso do Brasil à OCDE;
  8. Conversão do projeto-piloto de Acordo de Compartilhamento de Exames de Patentes (PPH, na sigla em inglês) entre o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi) e o Instituto Europeu de Patentes (IEP) em permanente;
  9. Extensão do período de deslocamento do Acordo de Previdência Social entre Brasil e Alemanha;
  10. Propostas para a reforma da OMC;
  11. Negociação de alternativas para o Órgão de Solução de Controvérsias (OSC) e o destravamento do Órgão de Apelação (OA);
  12. Estabelecimento de acordo sobre assistência mútua administrativa em matéria aduaneira;
  13. Apoio alemão para estabelecimento de plano de trabalho para negociação de Acordo de Reconhecimento Mútuo (ARM) entre os programas de Operador Econômico Autorizado (OEA) do Brasil e da União Europeia;
  14. Adoção de padrões eletrônicos para o processamento do despacho aduaneiro e liberação das mercadorias antes da sua chegada no país. 

fonte: https://noticias.portaldaindustria.com.br/noticias/internacional/parceria-para-um-futuro-sustentavel-e-tema-do-encontro-economico-brasil-alemanha/

FONTE: INVESTE SP

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