Preço da soja volta a cair no Brasil; saca desvaloriza até R$ 5

Os preços da soja tiveram mais um dia de forte baixa nas principais praças do país nesta sexta-feira, 1, que foi marcada pela falta de de negócios. Se ontem, a forte queda de Chicago promoveu a fuga dos negociadores, hoje a queda acentuada do dólar pesou sobre as cotações. Além disso, os contratos futuros em Chicago voltaram a cair.

Diante desse cenário desfavorável, a comercialização ficou em segundo plano e o produtor focou no plantio. No Mato Grosso do Sul e em São Paulo, os trabalhos avançaram. No Mato Grosso, as chuvas retornaram e devem viabilizar a aceleração da semeadura.

Em Passo Fundo (RS), a saca de soja com 60 quilos baixou de R$ 172 para R$ 167. Na região das Missões, a cotação caiu de R$ 171 para R$ 166. No porto de Rio Grande, o preço recuou de R$ 176 para R$ 170.

Em Cascavel, no Paraná, o preço passou de R$ 170,50 para R$ 167 a saca. No porto de Paranaguá (PR), a saca caiu de R$ 175 para R$ 170.

Em Rondonópolis (MT), a saca seguiu em R$ 163,50. Em Dourados (MS), a cotação baixou de R$ 161 para R$ 160. Em Rio Verde (GO), a saca permaneceu em R$ 162.

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a sexta-feira com preços mais baixos. O mercado voltou a ser pressionado pelo relatório de estoques trimestrais do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), elevando a perda semanal para mais de 3%.

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 9,50 centavos de dólar por bushel ou 0,75% a US$ 12,46 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 12,56 por bushel, com perda de 9 centavos ou 0,71%.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 1,80 ou 0,54% a US$ 326,90 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 58,82 centavos de dólar, alta de 0,13 centavo ou 0,22%.

Câmbio

O dólar comercial fechou em R$ 5,3680, com queda de 1,48%. O revés da moeda norte-americana pode ser explicado pelos resultados positivos da indústria brasileira, o leilão de swap cambial extraordinária, que foi realizado ontem pelo Banco Central (BC), além da política de juros austera adotada pela instituição

FONTE: CANAL RURAL

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